NOTÍCIAS

Um diagnóstico com o objetivo de identificar a realidade das ouvidorias municipais de Pernambuco começará a ser realizado na próxima semana. A partir desse mapeamento será possível conhecer mais detalhes sobre a atuação dessas entidades, assim como identificar as prefeituras que ainda não possuem essa estrutura em atividade na cidade. A iniciativa, que foi discutida durante reunião na última terça-feira (23), é uma parceria da Rede Pernambucana de Ouvidorias Públicas e Afins (Rede Ouvir PE) , Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Associação Brasileira de Ouvidores/Ombusdman (ABO-PE).

Com o resultado desse levantamento, que será feito por meio de questionários e entrevistas com os gestores municipais, será possível identificar os desafios e as oportunidades de melhorias nessas ouvidorias. “Além disso, todos as instituições envolvidos na execução desse diagnóstico poderão atuar de forma mais assertiva e estratégica, visando qualificar o trabalho desenvolvido por essas unidades”, explicou Elisa Andrade, diretora da Ouvidoria-Geral do Estado (OGE), vinculada à Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE), órgão que atualmente coordena a Rede Ouvir PE.

De acordo com ela, é de interesse da SCGE promover a implantação de ouvidorias municipais, seguindo o que está previsto na Lei nº 16.420/18, que trata sobre a participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública estadual. “É importante fazer um trabalho alinhado e sistêmico, numa perspectiva de cooperação mútua. Para isso, usaremos nossa estrutura e nossa equipe para promover de capacitações e eventos”, adiantou.

Para a coordenadora do Projeto Gestão Cidadã da Amupe, Ana Nery, os mais beneficiados com essa iniciativa serão os cidadãos pernambucanos, uma vez que a ouvidoria é o principal canal de comunicação entre a administração pública e a sociedade. “Precisamos contribuir para que a população seja, de fato, escutada e tenha seus interesses garantidos pelo poder público. Esse é um trabalho fundamental para assegurar uma democracia participativa e colaborativa”, pontuou.

REDE – Além da SCGE, a Rede Ouvir PE é composta pela Assembleia Legislativa (Alepe), Tribunal de Justiça (TJPE), Ministério Público (MPPE) e Tribunal de Contas (TCE). A proposta é disseminar conhecimentos e fortalecer as ouvidorias de todas as entidades participantes, além de promover o controle social de forma democrática, junto aos municípios, oportunizando a consciência cidadã e a efetivação dos direitos sociais.

Durante a reunião da última terça-feira, os representantes dos três poderes e de órgãos de controle externo reforçaram a importância do diagnóstico das ouvidorias municipais e da atuação em conjunto para qualificar essa atividade. “Cada uma das entidades que compõem a rede já realiza trabalhos isolados nas cidades, mas é indiscutível a união dessas forças pode trazer um benefício ainda maior a todos os envolvidos”, disse a promotora e ouvidora do MPPE, Selma Barreto.

Ainda estiveram presentes ao encontro virtual o desembargador e ouvidor do TJPE, Eduardo Sertório Canto; a coordenadora da Ouvidoria do TCE-PE, Priscila Monteiro; e o procurador e ouvidor-executivo da Alepe, Douglas Moreno. Além de Ana Nery, a Amupe foi representada por Verônica Ribeiro. Já pela CGU, participaram Abelardo Lopes e Mariana Acioly; e, pela ABO-PE, Zélia Correia, vice-presidente da entidade e coordenadora de Atendimento ao Cidadão da OGE/SCGE.

“É de extrema relevância estimular e promover o relacionamento entre todos aqueles que exerçam a função de ouvidor no nosso Estado. Por isso, a ABO-PE fez questão de participar dessa iniciativa que, sem dúvida, trará grande avanços para Pernambuco”, avaliou Zélia.

 

Via: Assessoria de Imprensa do Governo de Pernambuco.

Link da publicação original

A Associação Brasileira de Ouvidores (ABO Nacional) solicitou aprimoramento da Portaria 1181  publicada no Diário Oficial de 16 de Junho último, que alterou critérios sobre escolha e nomeação de ouvidores federais. O documento foi encaminhado, no último dia 30, ao Ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário, e ao Ouvidor Geral da União, Valmir Gomes Dias.

ABO apoia ações de combate à Covid-19 e os profissionais da linha de frente

A Associação Brasileira de Ouvidores/Ombudsman (ABO Nacional) foi criada há 25 anos para estimular o desenvolvimento da ouvidoria no Brasil com fundamento em princípios e valores, estimulando a efetiva participação cidadã.

Ao enfrentarmos o maior desafio da saúde mundial no último século, a pandemia provocada pelo Covid-19 , reforçamos nosso apoio a todas as ações públicas e privadas que visam à preservação da vida dos brasileiros, valor máximo a ser defendido por todos.

No nosso cotidiano, as ouvidoras e ouvidores brasileiros  estimulam a convivência como princípio e a solidariedade como valor e reafirmam que assim devemos fortalecer o nosso espírito, com fé, esperança e coragem. Vamos superar essa tragédia mundial para seguirmos a nossa jornada civilizatória. As lições desta etapa de nossas vidas nos ajudarão a retomar nossas atividades em um nível ainda maior de fraternidade e de justiça social.

Por fim, mas muito importante, estamos unidos em nossas preces em apoio a todos os profissionais que, em um momento de necessário isolamento, estão trabalhando na linha de frente do atendimento direto aos cidadãos. Ouvidoras e ouvidores brasileiros estão nesse valoroso grupo, o que muito nos honra e dignifica.

“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.”

Quem me dera ter a inspiração do mineiro Rubens Alves, nascido em Boa Esperança! Se não a tenho, pelo menos registro a esperança que trago dentro de mim.

Alimento a esperança de ser um agente de transformação no mundo em que vivo. Nele, ocupo meu espaço no núcleo da Justiça. Tal núcleo se interliga a outros, os mais variados. Para poder interagir com os demais núcleos necessito ter uma visão transdisciplinar do mundo.

Destaco ser a “escutatória” uma das principais funções de todos nós, quer sejamos da área da saúde, das ciências humanas ou da área das ciências exatas. Mais ainda dos Ouvidores.

Ouvir para entender e ousar para transformar. 

Se os ouvidos são indispensáveis para a compreensão, somente a ousadia aliada à perseverança serão capazes de modificar o comportamento burocrático internalizado em cada um de nós. O exemplo corriqueiro é a utilização do carimbo.

As Ouvidorias são órgãos que devem priorizar o diálogo. Enquanto não ouvirmos os dois lados, pouco faremos.

Tenho para mim que as Ouvidorias servem sobretudo para fortalecer a credibilidade nas instituições públicas e (r)estabelecer a confiança nelas depositada.

Ultrapassar a solicitação feita pelo indigitado cidadão comum e encontrar maneiras de se criar “políticas públicas de prevenção”. Exemplo: se há uma reclamação contínua de falta de atendimento telefônico em algum órgão, e em havendo motivo justificável, devem as Ouvidorias, juntamente com os demais órgãos da instituição, encontrar uma solução para a questão. 

Ouvidorias, para que as quero? As quero para fortalecer a participação de cada pessoa na valorização do serviço público ou privado.

 

- Eduardo Sertório, Ouvidor Geral do TJPE

 

 

Pesquisar